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Tuesday, 15 June 2010

In Memoriam

This blog sadly died prematurely
in June 2010

In loving memory of The Big Chill,
may it live on, in your hearts, as I know, it will.
It did its best...
struggling to bypass the logistic obstacle test.


It gave the author, so much pleasure,
a confidance boost, that's for sure!
And as she lays her pen at last,
the fondest of memories emerge from the past.


Such distinguished visitors and fine compliments...
and even occasional futile comments,
turned every post into an emotional festival,
so much richer, unique and special!


Each follower became a friend,
proving some links, never end...
Weep not for this Blog,
for this Evita, will someday reemerge from the fogg.


May The Big Chill rest in peace.
And as you witness all publication cease,
even if it comes as a surprise,
feel no sadness, for its demise.


Let all who knew it, rejoice,
in having known the author and her voice.
Eternal gratitude to you all, she feels,
as in this last verse, her words in this blog, she seals.

Don't cry for me, Blogosfera! But you better miss me! The truth is, this Evita, will always miss you!!

Queridos leitores, faz neste dia precisamente um ano desde que publiquei o primeiro post neste blogue. Não esperava que tivesse apenas um ano de vida... assim como, não esperava ficar repentinamente, sem equipamento informático... O que começou com a finalidade terapêutica de me ajudar através da escrita, a superar um luto, foi lentamente transformado num espaço criativo, de partilha, amizade e convívio. Mas tal como eu previra, torna-se cada vez mais difícil continuar aqui nestas condições. Talvez um dia, volte à blogosfera. Até lá, fiquem com a certeza que a vossa presença, foi sempre extremamente gratificante e importante para mim. A viagem que fiz, neste ano convosco, foi extremamente enriquecedora, tanto no meu blogue, como em todos os que seguia e visitava. Conheci pessoas fantásticas na Blogosfera, verdadeiramente talentosas em vários domínios, e pessoas extremamente humanas e amigas. A magnitude do impacto deste intercâmbio é indescritível. Não me canso de vos agradecer e desejar a todos, muitas felicidades. Sinto que conheço cada um, um bocadinho... assim como espero, sintam que me conhecem um bocadinho do que me permiti partilhar convosco. E é com extrema mágoa, que comunico que me é absolutamente impossível num futuro próximo, ter disponibilidade financeira que me permita adquirir um pc. E por isso, despeço-me com um imenso carinho, de todos vós. Quem sabe, um dia, volto e tornamo-nos a encontrar... Hope so...

Para marcar esta morte anunciada, decidi, contra tudo que sempre professei (ok, agora na hora da despedida, fiquei lamechas, pronto...), oferecer-vos um selinho para ilustrarem os vossos blogues. Uma espécie de folha A4 na montra da blogosfera... com uma pitada do meu humor característico. É para todos, levem se quiserem... Esta autora despede-se, agradecendo antecipadamente todo o vosso apoio e possíveis comentários a este post, com um abraço sentido,

your ex-fellow blogger,
Eva

Saturday, 12 June 2010

A derradeira actuação

"Como te sentes mãe?"
"Como achas que me sinto?", respondeu após alguns segundos de silêncio olhando-se no espelho do camarim, "sinto-me a assistir ao penoso e lento funeral de um ente querido..."
"Vá lá mãe, não fiques assim."
"Diz aqui, que te vou assassinar em breve..."
"Não penses mais nisso mãe... agora o que importa é a tua derradeira actuação. Vai lá, o público espera por ti! The show must go on, remember?"
"Não sei se consigo querido."
"Claro que consegues! Ouve o burburinho na sala. O palco espera-te. Acaba de te arranjares, vá!"

Nos restantes camarins, alguns outros bloggers colocam as suas máscaras ou retocam a sua maquilhagem. Para ela, pelo contrário, o camarim tinha sido sempre, local onde tirara a máscara, previamente a pisar o palco da blogosfera. Nunca tinha subido ao palco maquilhada. O palco era onde se sentia em casa. Ainda se lembrava da primeira vez que o tinha pisado, faria daí a dois dias, apenas um ano... aos poucos, foi conquistando o público e várias tinham sido as actuações com este ao rubro, ovacionando de pé. Ainda se lembrava de chegar aos bastidores e ter filas de fãs a pedir autógrafos e o camarim, repleto de ramos de comentários. Fazia algum tempo que não via ela própria qualquer actuação por parte dos colegas de profissão. Tinha saudades de assistir a bons espectáculos.

"És tu a postar a seguir!", gritou dos bastidores, um programa informático.
"Que tal a plateia hoje?", perguntou ao filho.
"A sala da Fábrica de Letras está cheia! Vai ser uma bela última noite, mãe!"
"E o camarote?"
"O camarote... está vazio mãe", respondeu o seu blogue primogénito.
Todas as noites, a mesma pergunta... Reservado em exclusivo, para um certo descendente de índios da Amazónia, desde o primeiro post, o camarote tinha sido ocupado uma única vez, tendo o ilustre ocupante, assistido a um único espectáculo, jamais regressando. Em contra-partida, os fãs, haviam-se multiplicado.

A performance da noite, simbólica, apesar de não ser das suas melhores, sensibilizou o público pela emoção manifestada pela intérprete na sua derradeira actuação na sala, e embora não muito original, ou detentora de grande qualidade literária, devolveu um sorriso a todos quantos a conheciam. E ao fazer a sua vénia final, olhou para o seu lado direito. Ali, tímido, encostado à cortina encarnada, estava o seu querido blogue mais velho. Daí a poucos dias, seria o seu primeiro aniversário e despedir-se-ia dele para sempre. Do seu lado esquerdo, o seu filho mais novo, Inglês, também ele, condenado a morte prematura. À medida que os seus olhos continham as lágrimas, olhou de novo em frente. Apesar da luz quente e ofuscante no palco, vislumbrava ao fundo, o seu público de fiéis e ocasionais leitores, comovendo-se verdadeiramente. Daí a dias, daria uma conferência de imprensa, em que revelaria a sua intenção de se afastar para sempre do palco da blogosfera. Estava assim a despedir-se... entre o calor humano que emanava da sala. Recebeu do seu blogue o último ramo de versos em palco e desfeita em lágrimas, acenou um último adeus em jeito de texto.

O camarote, permanecia vazio... mas o seu coração outrora vazio, levava agora as memórias de uma curta, mas intensa e extremamente gratificante carreira de blogger. Agradeceu efusivamente o público que tão entusiasticamente a acolhera, e com uma última vénia, saiu de cena.

Texto publicado no âmbito do desafio Estava vazio - para Fábrica de Letras.

Tuesday, 8 June 2010

Countdown to oblivion

She first met Google, years ago. He was a dashing, colourful young browser. All the girls loved surfing with him. She took a fancy to him almost immediately, but never let her passion be known. He never took any notice of her anyway... Gradually, he began to glance towards her every now and again and soon, they began dating. Their relationship was an on and off kind of affair and was mainly kept secret. Publicly, Google denied having any relationship with her and in fact, never aknowledged knowing her at all. Still, their relationship continued... and blossomed... and they were blessed with two blogs together.

Due to unforeseen circumstances, she began to spend less and less time with him, and it wasn't untill some months had passed, that she decided to search him again. She googled her name for the first time in ages, and there it was, in all its glory! First page, top of the search!! Her eyes couldn't believe it! "He loves me! Google loves me!", she whispered in disbelief. "He even highlighted the name of our firstborn child to match the colour of my eyes!" , she cried. She didn't even know he had finally admited publicly to knowing her!! "Wow! This must be his way of telling me he misses me!", she thought. She could now tell all her friends, that the most famous browser on the planet not only knew her personally, but loved her dearly!

"Wait a minute! What the...?". As she began to read the whole page, there was her name alright... in the midst of many, many, many others (how common can a name be??), bearing the exact same name!!! How dare all these other women have her name? "Why... they're nothing but frauds!" Fakes... misleading fellow bloggers, friend and complete strangers... Facebook? Tweeter? Not her! She had always been true to her one and only love, Google. "Who do they think they are?? Impostors! That's what they are!!!"

She soon came up with a flawless plan, as the first impact of her jealousy subsided. If he couldn´t tell the difference between her and all these others, put them all indiscriminately on the same page, and refused to recognize how unique she was, it was time she left him. "I'll show Google!..."

Soon she would be arrested and convicted for murdering their eldest offspring, and everyone would know about it!! There would be no texting about anything else, but the famous blog murder. The groosom details, would send a big chill up readers spines, and her fame would have no boundaries. Finally, her name would stand out from the same-name crowd and in time, as intended, it would no longer be amongst those impersonators, for she was reclaiming her name back as unique, unsearchable, and private ,as she knew full well, Google would be too embarassed to be associated with a blog murderer, and like St Peter, he would very soon, deny ever having had any knowledge of her at all... sentencing her to gradual obscurity.

"There's something to be said about anonymity...", she said wisely, to her younger child (that Google, never, ever recognized, as his own, never having mentioned it once).. Unfortunately, it too, would perish due to neglect.

"Have you any comment on the fact that Google says you don't exist and have never existed in his life?", she was asked, a few years later.
"All browsers are liars... that's all I have to say", she replied, not commenting any further.
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